sábado, 24 fevereiro, 2024
HomePolitica NacionalLula volta a comparar Bolsonaro a Hitler e culpa Aécio por animosidade...

Lula volta a comparar Bolsonaro a Hitler e culpa Aécio por animosidade no Brasil

-

Victoria Azevedo
São Paulo, SP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao nazista Adolf Hitler e afirmou que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) é responsável pelo “clima de animosidade” do Brasil por não ter aceitado o resultado das eleições presidenciais de 2014 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“O Aécio afrontou a vitória da Dilma, entrou com recurso na Justiça e é responsável pelo clima de animosidade que está criado hoje nesse país. Numa eleição, você disputa, você perde ou você ganha”, afirmou Lula.

O petista participou de sabatina da CNN Brasil na noite desta segunda-feira (12). A conversa foi conduzida pelo jornalista William Waack.

Lula afirmou ainda que o clima no Brasil mudou após o impeachment de Dilma, referindo-se a ele como “golpe”, e que, até então, o Brasil vivia “em normalidade”.

“Não tinha dificuldade de relacionamento com os partidos políticos. O Fernando Henrique Cardoso não teve, o Sarney não teve. Isso começou depois de 2014, 2015, quando o Aécio não aceitou os resultados das eleições e instigou que o Eduardo Cunha se comportasse do jeito que se comportou”, continuou Lula.

Em seguida, o ex-presidente afirmou que vários fatores contribuíram para que o Brasil entrasse nesse “clima de nervosismo”, sendo uma delas a negação da política, e comparou o atual chefe do Executivo a Hitler e Mussolini.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A destruição da política permitiu que surgisse um Bolsonaro como permitiu que surgisse na Alemanha um Hitler, como permitiu que surgisse na Itália um Mussolini. Toda vez que você nega a política, o que vem depois dela é muito pior.”

Na sabatina, Lula também voltou a afirmar que há uma “certa anormalidade” no país na atuação dos Poderes. Ele afirmou que, às vezes, o Judiciário “se comporta fazendo política” e que para voltar a normalidade é preciso que cada Poder volte a cumprir com a sua função. “Governo governa, Legislativo legisla e o Judiciário tem o papel de ser o garantidor da Constituição.”

Ele disse que é preciso seguir acreditando na Justiça e que não se arrependeu de nenhuma indicação que ele fez ao Supremo Tribunal Federal durante os seus mandatos. “Nunca indiquei para depender de favor. Indiquei por currículo e competência”, disse.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fonte: Jornal de Brasília

Related articles

Midias Sociais

0FansLike
0FollowersFollow
3,913FollowersFollow
21,500SubscribersSubscribe

Latest posts