segunda-feira, 4 março, 2024
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50% dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, ante 46% em Lula, segundo Datafolha

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Igor Gielow

A eleição das rejeições chega a seu final com um cenário de ampla desaprovação dos dois candidatos no segundo turno para presidente. Dizem não votar de forma alguma no incumbente Jair Bolsonaro (PL) 50% dos eleitores, enquanto 46% falam o mesmo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi isso o que aferiu o Datafolha na sua derradeira pesquisa antes da votação deste domingo (30). Ela foi realizada com 8.308 eleitores em 253 cidades de sexta (28) a sábado (29). Registrada no TSE com o número BR-08297, ela tem margem de erro de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%, e foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

Na rodada anterior, publicada na quinta (28), o presidente tinha os mesmos 50% de rejeição e o antecessor, 45%. A situação reflete o conjunto da campanha, que foi acirrada no segundo turno com toda sorte de acusação de lado a lado.

Neste último ciclo, contudo, foi Bolsonaro quem acumulou mais fatos negativos. A Folha revelou que o Ministério da Economia tem um plano para não mais repassar a inflação passada nos reajustes de aposentadorias e salário mínimo.

Isso já havia aumentado a rejeição do presidente entre os mais pobres. Nesta pesquisa, entre os que ganham até 2 salários mínimos (46% da amostra), não votariam de forma alguma em Bolsonaro 58%.

Um dos mais notórios aliados de Bolsonaro, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), foi detido após atacar com tiros de fuzil e granadas policiais federais destacados para prendê-lo. E o presidente retomou sua retórica golpista contra a Justiça Eleitoral, numa tentativa frustrada de colar no TSE um suposto roubo de inserções de propaganda de campanha de rádios no Nordeste.


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Ao longo da campanha, Bolsonaro nunca teve menos de 50% de rejeição, caso único para um candidato competitivo na história recente. Lula ficou abaixo dos 40% durante o primeiro turno, mas a agressividade da segunda rodada e a exposição de fantasmas do passado, como casos de corrupção ligados aos seus governos, cobraram o preço e elevaram sua taxa.

Tudo isso foi explicitado no debate final da disputa, realizado na noite de sexta (28) pela TV Globo. O evento foi marcado por uma troca de acusações duras, algumas centradas nos itens conhecidos, sem discussões programáticas. Um final condizente com a natureza da campanha.

Fonte: Jornal de Brasília

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